13 Julho 2009

Dia do Rock

Hoje, 13 de julho, é o Dia Internacional do Rock.

O Seres da Noite para comemorar traz duas postagens especiais de nossos mais novos colaboradores oficiais, Yerblues e oneplusone.

Depois de árduas negociações conseguimos, finalmente, contratá-los a peso de ouro (em Kuanzas, naturalmente).

Bem-vindos, camaradas.

A lenda do anjo que virou pó...

Em meados dos anos 50 a country music havia alcançado tamanho ponto de diluição, que as franjinhas da camisa que o intérprete vestia ou o couro da bota que ele calçava importavam mais que a música que cantava ou os sentimentos que por meio dela expressava... veio então, inevitavelmente, o movimento de volta às raízes, encabeçado por Merle Haggard e Buck Owens, dentre outros nomes. Esses caras foram chamados primeiro de caipiras de Bakersfield, depois de rebeldes, mas nada mais eram do que compositores que não abriam concessões às super-produções que enfeitavam temas e letras profundas como um pires...

(à esquerda, Merle Haggard. Olha a pinta do sujeito: não dava pro cara cantar coisa tra-lá-lá mesmo)


Bakersfield era música que falava de gente e para gente - não para gente estúpida necessariamente – e a sonoridade básica residia em instrumentação elétrica, um sacrilégio para o gênero country de então, eminentemente acústico... parece um tanto genérico, mas era isso mesmo, uma reação à estabelecida e corriqueira obtusidade que reinava na fórmula montada pelos capos hit-makers de Grand Ole Opry. Renovaram um gênero que parecia fadado ao tédio eterno e estreitaram a tênue linha que separava a country music da dita música popular de sua época (Hank Williams e George Jones tinham sido os pioneiros na popularização massiva da country music), mas permaneceriam restritos aos limites da Nashville America.

(à direita, o auditório de onde era transmitido o mítico Grand Ole Opry show, diretamente da meca da country musica, Nashville)

Pelo fim da década de 50, entretanto, não havia mais lugar para discussões quanto à estupidez da temática veiculada nos hits pré-fabricados de Nashville... o Rock e o R&B haviam passado por cima de tudo com a delicadeza de um rolo compressor... da metade dos anos 60 em diante, a indústria da juventude tomava de vez os controles e ditava que o que era “moda” em um mês, no outro era matéria de memorabília... tudo era muito hype, tudo se esgotava muito rapidamente, tudo era muito tudo ao mesmo tempo agora, para usar uma frase da época... mas existiam uns baby boomers malucos que além de gostarem do rock e do soul dominantes, curtiam também, vejam só, country music, e viam possibilidades insuspeitas e irrealizadas no trabalho dos tais caipiras de Bakersfield...

Um desses filhos da "revolução dos eletrodomésticos", um alucinado de nome Gram Parsons (nascido em 1946 e criado na Flórida), tinha especial talento e vivia perseguindo uma tal de cósmica música americana, um lugar que, segundo ele, era o seu mundo real... o que acabou por encontrar, trocando em miúdos, foi o country-rock... Parsons praticamente forjou e definiu os primeiros contornos do estilo por meio de sua obra com a International Submarine Band, que durou de 1966 até fins de 1967 e resultou no disco Safe at Home (lançado em 1968 quando a Banda já não mais existia)... o disco e os shows com a ISB passaram longe de interessar o público majoritário da época, mas foram o laboratório onde Parsons desenvolveu composição, instrumentação, enfim, um perfil estilístico próprio...

(à esquerda, Gram saindo da puberdade, prestes a entrar pra história do rock)

Em fins de 1967, Gram conhece Chris Hillman em Sin City, ou Los Angeles para os mais íntimos, e os dois se entendem imediatamente... Hillman o recomenda a Roger McGuinn, eterno e inquestionável líder dos Byrds, que então fazia reformulação da Banda... convidado, Parsons topou se juntar aos passarynhos e teve notável proeminência na consecução daquele que muitos dizem ser o grande momento da Banda, "Sweetheart of the Rodeo”, que saiu em fins de 1968...

A crítica colocou o disco nas alturas, considerando-o “o primeiro momento de afirmação do country-rock” (vide Rolling Stone), mas Parsons não estava nem aí para as loas da mídia... aliás, ele tinha acessos de fúria quando falavam que sua música era country-rock... Parsons não era um rockstarzinho temperamental, nem se achava gênio, apenas não levava a sério as opiniões de uma imprensa que tinha mania de achar rótulos para tudo e todos.... as manias da imprensa já estavam estabelecidas há tempos, e Parsons sabia que não seria ele quem modificaria o cenário, mas já que os rótulos eram inevitáveis, queria pelo menos que sua arte tivesse um de caráter mais universal, mais abrangente, daí falar tanto na tal “cósmica música americana”... é claro que o título não pegou e Parsons teve que engolir o country-rock mesmo (e cá entre nós, country-rock é bem menos pior e datado que “cósmica música americana”, né não?)... (à direita, Parsons com os Byrds, numa rara sessão de divulgação)

Rótulos à parte, Sweetheart of the Rodeo foi o disco que deu novo rumo estilístico para os futuros trabalhos dos Byrds. Nos discos seguintes, a country-music seria o elemento dominante na sonoridade, deixando a psicodelia em segundo plano... paradoxalmente, por essas épocas “caipira” andava sendo sinônimo de “psicodélico”... Woodstock já vinha por aí, seria numa fazenda nos fundilhos de Nova York, e tornaria mais ou menos meio milhão de cool citizens em caipiras honorários do dia para a noite.... Peter Fonda e Dennis Hopper montariam em suas bikes e esfumaçariam de vez os limites entre o urbano e o rural na corporate America, onde tudo e todos eram caipiras e paranóicos (no filme Easy Rider, 1969)... Numa visão mais ampla, Sweetheart of the Rodeo foi estopim para o fenômeno country-rock que dominaria as ondas médias e as freqüências moduladas de boa parte das rádios do ocidente ao longo dos ‘70s...

Mesmo tendo sido a grande estrela do disco, demonstrando notável maturação artística, nem tudo foi legal para Parsons no período em que ficou com os Byrds... uma lamentável veleidade jurídica fez com que seus vocais fossem praticamente limados do disco... Gram ainda era contratualmente atrelado ao selo responsável pela veiculação do trabalho da International Submarine Band, e assim sendo não podia ter participação evidente em projetos de outras gravadoras... na verdade ele saiu da ISB sem fazer nenhum tipo de comunicação do fato aos demais membros da Banda, ou mesmo ao empresário Lee Hazlewood, que dirá falar que pretendia juntar-se aos Byrds... esses detalhes não tinham vez no mundo do indisciplinado Parsons... e quer saber? Danem-se os passarynhos também... nos poucos meses em que ficou com a Banda, Gram percebeu que não tinha saco para o contraditório idealismo egotrip de Roger McGuinn que ia cantar The times they are a-changin´, cobrando os tubos, na África do Sul, então grande bastião do apartheid...

Parsons resolveu as pendengas jurídicas com seu antigo empresário e ficou livre para achar seu lugar, onde quer que isso fosse... tomou Chris Hillman, que já tinha voado dos Byrds, convocou o velho conhecido Sneaky Pete Kleinow, guitarrista especialista no pedal steel (Pete vinham engendrando um som que equilibrava o lamento do country com a levada psicodélica e mais agressiva do rock), chamou para o baixo Chris Ethridge, outro velho camarada da International Submarine Band e se embrenharam deserto adentro, carregando na sacola melodias inesquecíveis, letras ainda inacabadas e outras cositas más... lá, na fértil aridez do Mojave, compuseram outras tantas pérolas, beberam, piraram, e ocasionalmente deram polimento em algumas obras-primas... (puro mito: segundo Hillman, Parsons e ele compuseram a maior parte das canções do primeiro disco numa casa em San Fernando Valley, Reseda, bem no meio de LA, e foi um período de trabalho saudável, sem bagulho pesado no meio). Na volta, Hillman convenceu algum ensandecido executivo da A&M Records de que a "cósmica música americana" era viável e vendável e Parsons sacou do bolso um nome absolutamente lógico para sua Banda, The Flying Burrito Brothers, além de um título bastante atrativo para a cena pop da época, "The Gilded Palace of Sin".

Se em "Sweetheart of the Rodeo", McGuinn e Gram jogaram cinco medidas de country para cada dez de rock, em "The Gilded Palace of Sin", lançado em 1969, a medida do country seria a ausência de medidas, ou o ponto em que rock e country se tornam indistintos, como queira... que tal um tempero R&B? Gram era do Sul, hell, por que não? Joga soul nisso aí...

Dos primeiros stomps de “Christine’s Tune (a.k.a Devil in disguize)”, passando pelo conto de pecado, redenção e destruição iconoclástica de “Sin City”, pelas covers de “Dark end of the street”, “Do right woman” (não superou a versão de Aretha, ninguém na Terra poderia, mas fez com que a música tivesse uma outra dimensão, como se fizesse parte de uma realidade paralela em que não existisse a versão de Aretha), fechando com a linda balada “Hot Burritos #1” e sua contra-parte “Hot Burritos #2”, o disco é emoção pura... uma reafirmação das emoções e dos valores lá do trabalho dos caipiras de Bakersfield sim, mas sob a ótica cortante do rock, que com um gume deixava todas as veias abertas e com o outro suturava tudo junto, num amálgama indistinguível, caleidoscópico e, para usar um adjetivo bem original, “psicodélico” até a última gota de refresco elétrico...

Em Gilded Palace of Sin o talento indisciplinado de Parsons irrompe com a mesma violência imagética de um daqueles dinners vermelhos em contraste com o vazio do Mojave... Acabado "Gilded...", Parsons perde as divisas entre o real e o sonho... Desde tempos idos, Parsons soubera que o mundo onde vivia era apenas uma sombra do mundo real... Para chegar ao "seu" mundo real tinha de sonhar, e quando estava no seu mundo real tudo parecia flutuar ou dançar... poucos pisariam em lugares tão distantes quanto Parsons, que sempre dizia “ter de se perder para se encontrar”... no meio do nada Parsons se achou e se perdeu de novo... durante sua breve e louca sanidade, construiu "The Gilded Palace of Sin", um templo em que o nada era tudo e tudo era música e música dizia boas coisas à alma, e viu que isso era bom ... inquieto, terminado o "Palácio", Parsons saiu dali e ganhou o deserto... precisava voltar... para onde? só havia uma estrada de volta à Sin City... "a Interstate 15, uma linha reta que cruza Baker, Barstow e Berdou e se perde na frenética Hollywood Freeway... segurança, obscuridade, só mais um doido no reino dos doidos”...

O cara era um pirado profissional, já deu pra perceber... e o problema com esses caras é que eles sempre vivem como se não houvesse amanhã (talvez seja exatamente por isso que sua arte seja tão genuína, vai saber). E também tem o seguinte, ninguém pensa, ao vinte e uns, que vai bater as botas, mesmo vivendo no meio de um furacão... O cara já tinha passado pertinho da caveira, quando se esborrachou big time num acidente com sua Harley-Davidson (na companhia de Papa John Phillips) e ficou quase um mês no hospital em estado grave, conseguindo se recuperar sabe lá Deus como... Mas daí, o cara vai e tem o flerte fatal... morre no deserto, é levado pros legistas da vida, e depois dos exames de praxe, seu corpo é confiado a dois doidões de quatro costados que andavam com ele... e o que os caras fazem? tomam Gram, levam de volta ao deserto, sapecam fogo no cadáver do cara (uns dizem que numa espécie de ritual) e provavelmente têm mais uma viagem... simplismo ou não, essa parte final da estória é mais um dos mitos do rock, ou seja, ninguém sabe o que realmente aconteceu com Gram, como ele morreu de fato (os laudos da autópsia atestam que foi uma overdose), por que o socorro não lhe foi prestado em tempo (as figuras que estavam com Parsons na hora fatal contam versões conflitantes) ou por que diabos esse alucinados tocaram fogo no sujeito (Phil Kauffman, um dos autores da façanha, diz que tinha feito um pacto com Parsons de que, quem morresse primeiro seria levado a Joshua Tree, onde teria o corpo incinerado...). O fato é que, queiram ou não, é sabido que o lugar preferido de Gram era o deserto do Mojave..... se Gram era o God’s own Singer, então a citação bíblica “do pó ao pó retornarás” foi literalmente cumprida...

Antes de morrer, Gram ainda fez um disco com os Burrito Brothers ("Burrito Deluxe", 1970), conseguiu realizar dois discos solos (os antológicos "G.P.", 1972, e "Grievous Angel", 1973), e fez uma panelada de shows, mas em nenhum outro momento de sua curta carreira ele imprimiu tanta substância quanto no ornamento do seu Palácio Dourado, que aliás continua lá, no Mojave, iluminado e iluminando com o brilho inextinguível do anjo que virou pó...

Pouco tempo depois da morte de Gram, umas “águias” tiveram um leve vislumbre do velho Palácio e construíram algo que achavam parecido, puseram-lhe o nome Hotel California e faturaram bilhões, diluindo, dilapidando e quase soterrando a miragem original numa tempestade de granola-rock... muitos outros tempos depois, uns caras menos ambiciosos empreenderam uma busca pelo Palácio original e trouxeram de lá um tal de "alternative country"... não faturaram milhões, mas deram uma boa engrossada no caldo também conhecido como música dos anos 90...

O SDN traz agora uma antologia que reúne boa parte da produção de Parsons com os Flying Burrito Brothers. Este post é a primeira parte de uma série dedicada ao Grievous Angel...



Gram Parsons & The Flying Burrito Bros - Anthology (1969-1972)



01 - Christine's Tune (Aka Devil In Disguise) 03:01
02 - Sin City. 04:07
03 - Do Right Woman 03:56
04 - Dark End Of The Street 03:48
05 - My Uncle 02:35
06 - Wheels 03:01
07 - Juanita 02:28
08 - Hot Burrito #1 03:36
09 - Hot Burrito #2 03:15
10 - Do You Know How It Feels 02:06
11 - Hippie Boy 04:54
12 - The Train Song 03:03
13 - Lazy Days 02:57
14 - Image Of Me 03:18
15 - High Fashion Queen 02:05
16 - If You Gotta Go 01:48
17 - Man In The Fog 02:29
18 - Farther Along 03:59
19 - Older Guys 02:28
20 - Cody, Cody 02:44
21 - God's Own Singer 02:04
22 - Down In The Churchyard 02:19
23 - Wild Horses 06:20
24 - Six Days On The Road 02:55
25 - Close Up The Honky-Tonks 02:17
26 - Break My Mind 02:20
27 - Dim Lights 02:53
28 - Sing Me Back Home 03:48
29 - Tonight The Bottle Let Me Down 02:52
30 - To Love Somebody 03:18


Disco 1


Disco 2

Yellow Matter Custard - Beatles Tribute (Live) (2003)


Yellow Matter Custard (2003) Beatles Tribute (Live)

O que poderia fazer com que caras acostumados a tocar músicas complexas, que exigem um alto grau de virtuosismo, gravassem um disco exclusivamente de músicas dos Beatles? Mike Portnoy(Dream Theater, Transatlantic, Liquid Tension Experiment), Neal Morse (Spock's Beard, Transatlantic), Matt Bissonette (Joe Satriani Band) e Paul Gilbert (Mr. Big), têm a resposta. Paixão.
Esse bootleg 'oficial' foi gravado num dos dois únicos shows que fizeram em 2003 e saiu pela gravadora de Neal Morse. Escolheram - se é que ainda se possa afirmar isso - somente músicas não-óbvias dos Beatles, obedecendo quase que rigorosamente os arranjos instrumentais e vocais originais, e instrumentos idem, na maioria das vezes (guitarra Rickenbacker, baixo Höfner, bateria Ludwig). E o melhor, divertiram-se um bocado; isso dá para perceber pelo audio aqui apresentado, porém mais ainda no video que foi realizado, também disponível no mercado e no Youtube.
Uma de minhas passagens favoritas acontece em 'No Reply', quando ao acabarem a música, Portnoy fala para os outros membros: "esse é o melhor refrão ('bridge') jamais escrito. É fabuloso. Vamos tocá-lo de novo. Um, dois, três..."

If I were you I'd realize that I
Love you more than any other guy.
And I'll forgive the lies that I
Heard before when you gave me no reply...

Não irei fazer uma análise sociológica (haja saco!!) ou técnica aqui, mas acho que eles (Yellow Matter Custard) perceberam uma coisa que muita gente não entendeu até hoje: que por trás das melodias, arranjos e letras "simples" dos Beatles, essencialmente até o disco 'Help!' esconde-se um altíssimo grau de inovação (diria mesmo único), especialmente nas linhas melódicas, tão copiadas até hoje, nesses tempos tão medíocres e ridículos que vivemos, em vários sentidos, quanto mais em termos de criatividade. E a quantidade avassaladora, enorme, de livros e textos que já foram escritos sobre a banda são uma das provas disso.

Não sou profeta, mas enquanto nossa civilização existir, a música dos Beatles estará sempre atual, escutada e preservada. E, melhor que tudo, espontaneamente surpeeendendo e inspirando geração após geração.


Band members
• Mike Portnoy - Drums/Vocals
• Neal Morse - Keyboards/Guitars/Fuzz Bass/Vocals
• Paul Gilbert - Lead Guitar/Vocals
• Matt Bissonette - Bass/Vocals
Additional players
• Bert Baldwin - Keyboards/Percussion/Samples

Track listing
Disc 1
1. Intro
2. Magical Mystery Tour
3. Dear Prudence
4. Dig a Pony
5. She Said She Said
6. I Call Your Name
7. You Can't Do That
8. When I Get Home
9. Nowhere Man
10. Rain
11. Free as a Bird
12. Come Together
13. I am the Walrus
14. While My Guitar Gently Weeps

Disc 2
1. Baby's in Black
2. I'll Be Back
3. No Reply
4. The Night Before
5. You're Gonna Lose That Girl
6. Ticket to Ride
7. Everybody's Got Something to Hide Except for Me and My Monkey
8. Oh! Darling
9. Think for Yourself
10. Wait
11. Revolution
12. I Want You (She's So Heavy)
13. You Know My Name (Look Up the Number)
14. Lovely Rita
15. Good Morning Good Morning
16. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise)
17. A Day in the Life


[RS] [142MB @192kbps]

12 Julho 2009

Boteco do Seres: Happy Hour

Rick Derringer em dose dupla.


(2009) Knighted by the Blues

Personnel:
Rick Derringer - Bass, Guitar, Vocals, Producer
Dave Reinhardt - Drums
Ron Reinhardt - Keyboards

Tracks:
01. The Mess Around 04:00
02. Sometimes 05:58
03. Give Me Some Money 03:24
04. If 6 Was 9 06:09
05. Knighted By The Blues 07:35
06. Jenda 04:19
07. Cat On A Hot Tin Roof 03:20
08. My Gals Kinda Crazy 07:31
09. Time To Go 04:11
10. Funny, I Still Love You 05:13


[RS] [70MB @192kbps]



(2007) Rockin' American

Personnel:
Rick Derringer - Bass, Guitar, Vocals
Edgar Winter - Vocals (bckgr)
Mark Farner - Vocals
Phil Keaggy - Guitar
Matt Bokulic - Keyboards
Ron Reinhardt - Bass, Keyboards
Patrick Bettison - Bass
Dave Reinhardt - Percussion, Drums
Charlie Torres - Percussion

Tracks:
01. Real American 03:51
02. Free Ride 03:29
03. Pink Floyd Saves Humanity 04:02
04. Hang On Sloopy 04:51
05. Rock & Roll Hoochie Koo. 03:54
06. One Way 06:24
07. Still Alive & Well 03:28
08. Dawn Of Love 03:38
09. Coming Home 04:38
10.How Much You're Loved 04:43
11. The Star Spangled Banner 02:10


[RS] [96MB @320kbps]


Os dois últimos álbuns de Rick Derringer:

"Knighted by the Blues", lançado em 5 de Maio de 2009, pelo selo Blues Bureau, tem como destaques "The Mess Around", "Sometimes", "If 6 Was 9", "My Gals Kinda Crazy" - blues du bão - e "Time To Go".

"Rockin' American", lançado em 2007, pelo selo Sound Ground, traz a participação especial de Edgar Winter.

Boteco do Seres - Snowy White Blues Project


Snowy White Blues Project (2009) In Our Time Of Living
[Blues]

Personnel:
Matt Taylor - guitar, vocals
Ruud Weber - bass, vocals
Juan van Emmerloot - drums

Tracks:
1. Rolling With My Baby (5:07)
2. Good Morning Blues (3:31)
3. Lonely Man Blues (3:00)
4. In Our Time Of Living (6:31)
5. Blue To The Bone (3:04)
6. Red Wine Blues (3:05)
7. I Ain't No Doctor (3:36)
8. I Still See You (4:25)
9. Hot For The Money (3:15)
10. I'm So Glad (3:26)
11. One Way Ticket (4:04)
12. Simple (3:59)
13. I Want To Thank You (3:29)


[RS] [113MB @320kbps]

Snowy White, guitarrista inglês, já tocou com Pink Floyd, Thin Lizzy, Roger Waters e Peter Green.

"In Our Time Of Living", lançado em 20 de Abril de 2009, é um álbum de blues que tem como detaque "Rolling With My Baby", "Hot For The Money", "Good Morning Blues" e "I Want To Thank You".

11 Julho 2009

BOTECO DO SERES - Hydra


Hydra (1977) Rock The World
[Hard Rock]

Line-up:
Wayne Bruce (vocals / guitar)
Orville Davis (bass)
Steve Pace (drums)

Track list:
1. Rock The World
2. Wasting Time
3. Can You Believe
4. Your Love Gets Around
5. Shame
6. To The Willowed
7. Feel Like Running
8. You're The One
9. Diamond In The Rough



[FU] [33MB]

Hydra foi uma banda americana do final dos anos 60. Tinham ótima reputação tocando "ao vivo" na região de Atlanta, Georgia, e porisso decidiram expandir seus horizontes tocando em alguns festivais e casas famosas. Em 1973 assinaram com a Capitol Records e seu primeiro álbum saiu em 1974, seguido de "Land of Money" (1975). Tiveram como convidados de sua turnê músicos do porte de Chuck Leavell (piano/keyboards) e Randall Bramblett.
Apesar de sua ótima qualidade musical não obtiveram o sucesso esperado. Em 1977 depois de algumas transformações no Line-Up gravam "Rock the World", considerado por muitos como o melhor disco da carreira.
A banda se desfaz no final daquele ano, juntando-se mais tarde apenas para uma série de shows em 1997 e 2005. Deste último encontro se produziu um CD "ao vivo" com músicas dos primeiros álbuns.

Boteco do Seres - Foghat

Hospedagem, Ficha Técnica e Texto: Omar


Foghat (1994) Retourn of the Boogie Man
[Blues Rock]

Este el primer albun de esta exelente banda inglesa luego de su disolucion en 1985. Despues de casi una decada, Peverett decide reactivar la banda con otros musicos (Brian Basset, Edie Zine y Riff West). Finalmente Rod Price, Roger Earl y Tony Stevens, integrantes de la formacion original, deciden juntarse a Peverett y gravan "Retourn of the Boogie Man". Este disco cuenta con covers de Willie Dixon, Morganfield y Big Bill Bronzy. Destaque para la participacion de John Popper (Blues Travelers).

Line up:
Lonesome Dave Peverett - vocals ,guitar
Rod Price - guitar, slide guitar, dobro, vocal
Nick Jameson - percussion, guitar, vocal
John Popper - harp
Tony Stevens - bass, vocals
Roger Earl - drums

Tracks:
1. Jump That Train 5:16
2. Louisiana Blues 5:47
3. Motel Shaker 5:02
4. Play Dirty 4:39
5. Nothin' But Trouble 4:49
6. Talk to Me Baby 3:57
7. I Just Want to Make Love to You 4:17
8. Take Me to the River 5:14
9. That's Alright Mama 4:17
10. Feel So Good 3:03
11. I Want You to Love Me 5:34
12. Writing on the Wall 4:28


[SB] [120MB @320kbps] [fixed]

Boteco do Seres - Robin Trower


Robin Trower (2009) What Lies Beneath
[Rock]

Personnel:
Robin Trower - Guitar, Vocals
Roger Cotton - Organ
Livingstone Brown - Bass
Chris Taggart - Drums
Sam VanEssen - Drums
Andrew Haveron - Strings
Clare Hinton - Strings

Tracks:
01. Wish You Were Mine 04:02
02. What Lies Beneath 03:30
03. As You Watch Each City Fall (Part 1) 03:25
04. As You Watch Each City Fall (Part 2) 02:12
05. Freefall 03:05
06. Once The Spell Is Broken 04:57
07. Sleeping On The Moon 03:40
08. Time And Emotion 04:39
09. Skin And Bone 03:04
10. Buffalo Blues 04:56
11. Find A Place 04:51


[RS] [93MB @320kbps]

"What Lies Beneath", com lançamento previsto para 14 de Julho de 2009, é o mais recente trabalho do guitarrista inglês Robin Trower (Procol Harum).

10 Julho 2009

Sexta Básica - Lou Reed


Lou Reed (1972) Transformer
[Rock]

Personnel:
Lou Reed - Guitar, Keyboards, Vocals
David Bowie - Vocals
Mick Ronson - Guitar, Piano, Vocals
Klaus Voormann - Bass
Herbie Flowers - Bass, Tuba
Barry DeSouza - Drums
Ritchie Dharma - Drums
John Halsey - Drums
Ronnie Ross - Saxophone, Sax (Baritone)
Thunderthighs - Vocals (bckgr)

Tracks:
1. Vicious 3:00
2. Andy's Chest 3:21
3. Perfect Day 3:48
4. Hangin' 'Round 3:37
5. Walk on the Wild Side 4:17
6. Make Up 3:01
7. Satellite of Love 3:44
8. Wagon Wheel 3:23
9. New York Telephone Conversation 1:35
10. I'm So Free 3:12
11. Goodnight Ladies 4:21

"Transformer", lançado em 1972 pela RCA Records, é o segundo álbum do Lou Reed. O álbum traz músicas de destaque como "Vicious" e "Walk on the Wild Side".


[RS] [53MB @320kbps]

09 Julho 2009

QuintAlive II - Vicente

Hospedagem e Ficha Técnica: Vicente



Elton John (1976) Here And There
[Pop/Rock]


# Here: Live in London at the Royal Festival Hall
1. Skyline Pigeon 5:41
2. Border Song 3:27
3. Take Me to the Pilot 4:33
4. Country Comfort 6:44
5. Love Song 5:03
6. Bad Side of the Moon 7:54
7. Burn Down the Mission 8:25
8. Honky Cat 7:04
9. Crocodile Rock 4:08
10. Candle in the Wind 3:57
11. Your Song 4:07
12. Saturday Night's Alright (For Fighting) 7:09
# There: Live in New York at Madison Square Garden
1. Funeral for a Friend / Love Lies Bleeding 11:53
2. Rocket Man (I Think It's Going To Be a Long, Long Time) 5:03
3. Take Me to the Pilot 6:00
4. Bennie and The Jets 5:59
5. Grey Seal 5:27
6. Daniel 4:06
7. You're So Static 4:32
8. Whatever Gets You Thru the Night 4:40
9. Lucy in the Sky With Diamonds 6:15
10. I Saw Her Standing There 3:17
11. Don't Let the Sun Go Down on Me 5:57
12. Your Song 3:58
13. The Bitch Is Back 4:23


Disc 1 [BD] [61MB @128kbps]


Disc 2 [BD] [64MB @128kbps]



Dire Straits (1984) Alchemy
[Rock]


# Disc One
1. Once Upon a Time in the West 13:01
2. Expresso Love 5:45
3. Romeo and Juliet 8:17
4. Love Over Gold 3:27
5. Private Investigations 7:34
6. Sultans of Swing 10:54
# Disc Two
1. Two Young Lovers 4:49
2a. Intro: The Carousel Waltz 3:57
2b. Tunnel of Love 10:32
3. Telegraph Road 13:37
4. Solid Rock 6:01
5. Going Home - Theme From "Local Hero" 6:05


Disc 1 [BD] [45MB @128kbps]


Disc 2 [BD] [45MB @128kbps]




Edgar Winter & Whitetrash (1972) Roadwork
[Rock]


01. Save The Planet 07:39
02. Jive, Jive, Jive 03:14
03. I Can't Turn You Loose 03:55
04. Still Alive And Well 04:00
05. Back In The U.S.A. 05:54
06. Rock And Roll, Hootchie Koo 05:43
07. Tobacco Road 17:08
08. Cool Fool 06:06
09. Do Yourself A Favor 04:49
10. Turn On Your Lovelight 07:48


[BD] [90MB @192kbps]

08 Julho 2009

John Nitzinger - Nitzinger


John Nitzinger (1972) Nitzinger
[Hard Rock]

Line-up:
John Nitzinger - Lead Guitar, Lead Vocals
Linda Waring - Percursion Section, Vocals
Curly Benton - Bass, Vocals
Bugs Henderson - Lead Guitar

Track list:
01- L. A. Texas Boy
02- Ticklelick
03- No Sun
04- Louisiana Cock Fight
05- Boogie Queen
06- Witness To The Truth
07- The NAture Of Your Taste
08- My Last Goodbye
09- Enigma
10- Hero of the War
11- King's X (Bônus Track - 1974)
12- Pretty Boy Shuffle (Bônus Track - 1974)


[SB] [77MB]

John Nitzinger é um Guitarrista/Compositor/Cantor de Fort Worth (Texas). No início dos anos 70 ele contribuiu para cinco álbuns da banda Bloodrock. Quando Bloodrock 2 estourou, Nitzinger assinou contrato com a Capitol e gravou este seu primeiro álbum solo. Posteriormente Nitzinger formou a banda PM com Carl Palmer com o qual gravou um Disco pela Ariola Records. Em 1981 juntou-se a Alice Cooper na turnê do "Special Forces". Atualmente ele ainda está baseado em Fort Worth, dando shows, workshops e aulas de música no East Side.

07 Julho 2009

Appetizers do Omar: Albert Castiglia


Albert Castiglia (2006) A Stone's Throw
[Blues]

Personnel:
Albert Castiglia - Guitar, Vocals
Sandy Mack - Harmonica
Ned Berndt - Drums

Tracks:
1. Big Toe 5:31
2. Walking Blues 5:07
3. Youth Wants to Know 5:21
4. Ghosts of Mississippi 4:18
5. Hurricane Blues 5:00
6. Party Till the Cows Come Home 3:52
7. Hoodoo Man Blues Blakemore 3:54
8. Speed On Castiglia 3:24
9. Rise and Fall of Flingel Bunt 3:53
10. Crying the Blues 5:02
11. Someone Else's Problem 4:35
12. Sittin and Waitin 3:36

Nacido en Agosto de 1969 en NY y luego radicado en Miami, Castiglia se ha transformado en un guitarrista en continua evolucion. Descubierto por Junior Wells en un festival blues, fue convidado para realizar una series de apresentaciones en Europa. En 1997 fue nominado por New Magazine para "Best Blues Guitarrist" y en 2009 la Blues Magazine Award nuevamente coloca su nombre entre los candidatos a este premio.

Como destaques de este disco, una exelente version de "Walking Blues" de Robert Johnson, "Hurricane Blues" del propio Castiglia, y los acusticos "Ghosts of Mississippi" y "Hoodoo Man Blues".

Este post es dedicado a Yerblues. Curta mucho amigo.



[SB] [121MB @320kbps]

Kenny Wayne Shepherd - The Place You're In


Kenny Wayne Shepherd (2004) The Place You're In
[Blues Rock]

Personnel:
Kenny Wayne Shepherd - Guitars, Vocals
Mikal Reid - Guitar
Kid Rock - Vocals
Jim Cox - Piano, Organ, Clavinet
Marti Frederiksen - Bass, Guitar, Percussion, Piano, Keyboards, Organ, Vocals
Brian Tichy - Drums
Pat Hodges - Vocals (bckgr)
Noah Hunt - Vocals (bckgr)
Stephanie Spunill Vocals (bckgr)

Tracks:
1. Alive 3:44
2. Be Mine 4:09
3. Spank 3:01
4. Let Go 5:02
5. Ain't Selling Out 3:15
6. Believe 3:58
7. The Place You're In 3:22
8. Hey, What Do You Say 5:03
9. Get It Together 3:48
10. Burdens 3:39
11. A Little Bit More 5:36


[RS] [85MB @320kbps]

"The Place You're In", lançado em 5 de Outubro de 2004, linco anos após de seu antecessor, "Live On", é o quarto álbum da correira solo de Kenny Wayne Shepherd. O álbum alcançou o 101º lugar na 'The Bilboard 200'.